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Apneia do sono: doença que afeta 30% da população aumenta riscos de infarto e diabetes

Outras Especialidades    14/08/2018


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Ao acordar após uma noite de sono, a sensação é de que não descansou o suficiente. Os pesadelos estão mais frequentes e a pessoa que dormiu ao lado reclama que não aguenta mais os roncos. Se você se identificou com alguma dessas situações, pode estar sofrendo com distúrbios do sono, uma série de fatores que aumentam as chances de desenvolver doenças cardiovasculares e psicológicas.

Dra. Rosana Valladares, médica pneumologista especialista em distúrbios do sono da clínica Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), conta que esse tipo de problema é cada vez mais comum. “O aumento dos casos é preocupante, pois, diversas doenças têm o risco de surgimento aumentado com os problemas do sono, como AVC, diabetes e hipertensão arterial”, alerta.

Um dos distúrbios mais comuns é a SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono). “A síndrome é definida por episódios recorrentes de obstrução (parcial ou total) das vias aéreas superiores, ao dormir, o que ocasiona queda da oxigenação e fragmentação do sono. A doença aumenta o risco cardiovascular, predispondo à hipertensão arterial (ou piora do controle), arritmias, insuficiência cardíaca congestiva, AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto e morte”, explica a especialista.

A síndrome é bastante frequente. “Um estudo epidemiológico, realizado pelo Instituto do Sono de São Paulo, constatou que a apneia do sono atinge 30% da população adulta, podendo afetar crianças também. O problema é mais comum nos homens”, aponta a médica.

Como o problema ocorre durante o sono, alguns sintomas são difíceis de serem percebidos pela própria pessoa. “Sinais, como ronco e pausas respiratórias, costumam ser identificados por quem dorme ao lado, dificultando essa mesma percepção por quem vive sozinho. No entanto, é possível notar outros sintomas, a exemplo da sonolência diurna excessiva, alterações de concentração, perda de memória, dor de cabeça, mau humor, irritabilidade, alterações da libido e diurese excessiva durante à noite”, afirma.

Situações que aumentam a probabilidade da obstrução da orofaringe (parte da garganta logo atrás da boca) durante o sono podem gerar a apneia “Dentre essas condições podemos citar como exemplo a flacidez muscular, alterações anatômicas craniofaciais, aumento de amígdalas, obesidade, uso de sedativos e consumo de álcool são os mais comuns”, elenca Dra. Rosana.

O diagnóstico inclui análise clínica e também o exame de polissonografia. “A polissonografia é uma verificação da qualidade do sono. O paciente dorme uma noite em um ambiente, dentro de uma clínica, com diversos sensores conectados ao corpo”, detalha a pneumologista. “Com essas informações, o médico especialista faz uma análise e identifica as alterações para poder indicar o tratamento adequado. Existem diversas formas de tratar a apneia, como emagrecimento e/ou uso de aparelho intraoral ou CPAP, que fornece ar continuamente às vias aéreas durante o sono. Há situações em que é indicado tratamento cirúrgico”, complementa.

A apneia do sono não tratada pode abrir portas para diferentes problemas secundários. “A doença contribui para o aumento da resistência à insulina e o consequente risco aumentado de desenvolver diabetes, além de predispor ao infarto e danos vasculares, como a aterosclerose e dificultar o controle de pneumopatias”, expõe.

A prevenção ao problema se dá com uma série de medidas. “Adotar hábitos saudáveis, como: praticar esportes, manter o peso ideal, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, não comer alimentos gordurosos e em grandes quantidades antes do sono e não fumar são as principais formas de evitar o surgimento da apneia”, aconselha a especialista em distúrbios do sono. Em caso de dúvidas, procurar um profissional habilitado em medicina do sono.