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SÍNDROME DE BURNOUT Saiba identificar os sinais do esgotamento mental no trabalho

Outras Especialidades    23/05/2019


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Pelo menos, 30% das pessoas que trabalham apresentam sinais de Síndrome de Burnout, doença psicológica considerada o ponto máximo do esgotamento mental. Uma recente pesquisa demonstrou que o Brasil é o segundo país do mundo mais estressado no ambiente de trabalho.

Dra. Ana Paula Ribeiro, médica psiquiatra da clínica Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), afirma que a rotina acelerada, cada vez mais cheia de compromissos e com menos tempo para lazer e descanso, está levando ao surgimento de uma epidemia de esgotamento mental. “É uma soma de fatores: condições ruins de trabalho, falta de recursos e conforto no ambiente laboral, carga horária excessiva e pressão por metas difíceis de serem atingidas levam o psicológico ao nível máximo de estresse. Em longo prazo, essa realidade pode desencadear uma depressão ou Síndrome de Burnout”, alerta a especialista.

Os sintomas característicos do transtorno são a sensação de esgotamento físico e emocional, que podem levar a ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo e baixa autoestima. “Além das alterações de personalidade, também é preciso atentar-se aos sinais físicos, como: dor de cabeça, cansaço excessivo, pressão alta, dores musculares, insônia, distúrbios gastrintestinais, dentre outros”, elenca Dra. Ana Paula.

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é clínico. “Buscamos entender a realidade vivida pelo paciente. Analisamos seu histórico psicológico e procuramos entender o momento pelo qual está passando no trabalho para chegar ao diagnóstico”, explica a médica.

O tratamento para o distúrbio envolve o uso de medicamentos antidepressivos e psicoterapia. “Essas são as formas clínicas de tratar o problema. No entanto, é preciso ir muito mais a fundo e buscar entender se não é o momento de parar e pensar se é viável continuar no mesmo emprego; se, ao mudar de carreira, os problemas podem desaparecer ou, ainda, se a adoção de uma nova postura pessoal pode contribuir para que o profissional supere as adversidades”, aconselha a psiquiatra da Ápice.

Dra. Ana Paula afirma que as empresas e os colaboradores precisam estar muito atentos ao estado de saúde. “O estresse elevado no trabalho provoca a diminuição da atenção e da qualidade do serviço desempenhado, além de aumentar as chances de que os colaboradores venham a sofrer acidentes”, completa.

Uma das atitudes que se pode tomar para contornar esse problema é a adoção de atividades preventivas e corretivas. “As empresas podem trabalhar atividades que melhorem a motivação e reforcem a valorização do funcionário. Também há empresas que contam com psicólogo à disposição dos empregados. Por sua vez, o colaborador precisa avaliar sua própria conduta diante dos desafios diários e procurar atividades de lazer e descanso, além do ambiente profissional. Tudo isso contribui para diminuir o estresse e prevenir a Síndrome de Burnout”, conclui Dra. Ana Paula.