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ALERTA: prática esportiva exagerada pode ocasionar lesões por estresse

Outras Especialidades 26/06/2019


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Atletas parecem supermáquinas. Pessoas que praticam atividades esportivas de alta intensidade e desempenho, como o nadador Michael Phelps, o corredor Usain Bolt e a jogadora de futebol Marta da Silva, inspiram a fazer seus esportes e a ser cada dia melhor e mais competitivo.

Acontece que, diferentemente da maioria das pessoas, os superatletas possuem uma equipe de saúde multidisciplinar à disposição. Além disso, cada treino e competição são seguidos de descanso, recuperação, alimentação balanceada, exames, testes e novos treinos. Tudo cuidadosamente calculado para prevenir lesões e obter o melhor rendimento possível do praticante.

Como a maioria das pessoas não dispõe de toda essa estrutura, muitos acabam treinando à própria sorte, o que os expõem aos riscos de lesões, como explica Dr. Pedro Teodoro, médico ortopedista especialista em cirurgia do quadril da clínica Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP). “Vemos o surgimento de diversos tipos de lesões devido à prática exagerada não supervisionada de exercícios, tais como: estiramentos musculares, tendinopatias, lesões da continuidade muscular, e até fraturas ósseas por estresse mecânico”, comenta.

Fratura por estresse é um dano ósseo gerado pela sobrecarga e repetição de exercícios físicos de alta intensidade, como a corrida, por exemplo. “Todo material, seja ele orgânico ou artificial, possui um limite de resistência que é colocado à prova toda vez que é submetido a uma força recorrente e severa. Um corredor de alto desempenho, que não sabe dosar os exercícios, pode romper a resistência óssea a ponto de sofrer uma fratura. Comparando com um carro, é como passar correndo em todas as lombadas e buracos. A falha não ocorrerá na primeira vez, mas, a repetição desse dano fará com que alguma peça do veículo quebre ou desgaste num espaço de tempo mais curto”, ilustra o especialista.

A história desse estresse ósseo não inclui um trauma, efetivamente. “São dores que aumentam durante a prática esportiva e que melhoram quando há a interrupção da mesma. Com o passar do tempo, esses sintomas aumentam, podendo estar presente mesmo em repouso”, detalha o ortopedista da Ápice Medicina Integrada.

Dr. Pedro Teodoro enfatiza que este tipo de lesão tem se tornado cada vez mais frequente com a popularização dos esportes de alto rendimento. “Hoje em dia é comum ver muitas pessoas em grupos de corrida. Também está mais frequente a prática do crossfit, que é uma soma de exercícios puxados. Todas essas atividades são benéficas à saúde, contanto que sejam praticadas com moderação e sem exageros”, pontua.

O diagnóstico do problema é feito por meio da análise do histórico e dos hábitos do paciente, além de exames de imagem, como a radiografia ou ressonância magnética. “Após a confirmação, orientamos o tratamento que costuma incluir uma pausa nos exercícios de impacto e sessões de fisioterapia, com atividades em piscina, alongamento e outras que preservem a saúde e auxiliem na recuperação. Algumas situações podem demandar imobilização ou, até mesmo, procedimento cirúrgico. O tempo de afastamento varia de acordo com a gravidade da lesão”, complementa o médico. “A prevenção se dá com a realização de exercícios moderados, sempre com acompanhamento de profissionais habilitados”, conclui Dr. Pedro Teodoro.