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Alimentação adequada é fundamental para pacientes cardíacos

Cardiologia 27/07/2017


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Uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontou a falta de conhecimento de pacientes cardíacos sobre alimentos que fazem bem ao coração. No questionário aplicado aos cerca de 50 doentes em tratamento, todos afirmaram conhecer apenas um de uma lista de 17 alimentos mais recomendados para o cuidado cardíaco, no entanto, desconheciam os benefícios da maioria deles.
 
De acordo com Maria Cláudia Marques, nutricionista clínica e esportiva da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), ter uma dieta adequada e saber a importância de cada alimento facilita a vida do cardíaco. “Quando o paciente é conscientizado dos benefícios e malefícios da alimentação correta e da errada, torna-se mais fácil a adesão ao plano alimentar prescrito pelo profissional”, relata.
A nutricionista explica que uma alimentação desequilibrada, com ingestão de alimentos em quantidades maiores que o gasto energético diário, excesso de gorduras saturadas e gorduras trans, baixo consumo de ácidos graxos mono e poli-insaturados, baixo consumo de fibras solúveis e insolúveis, baixo consumo de vitaminas e minerais e excesso de açúcar, principalmente os carboidratos simples, irá desencadear fatores biológicos relacionados às doenças cardiovasculares. “Dentre elas podemos citar a hipertensão arterial, dislipidemias, obesidade e diabetes mellitus tipo II. Já uma alimentação equilibrada e recomendada por um profissional favorece a melhora da saúde desse paciente”, explica.
No trabalho de orientação alimentar realizado pela nutricionista, especificamente para os cardiopatas, estão os carboidratos complexos, proteínas de alto valor biológico com baixas quantidades de gordura saturada em sua composição, lipídios monoinsaturados e poli-insaturados, vitaminas, minerais e fibras.
Cuidados preventivos
Entre os alimentos indicados na dieta estão os grãos integrais (arroz, macarrão, pães integrais e cereais integrais em geral) peixes, principalmente a sardinha (ricos em ômega 3) e carnes magras (proteínas de alto valor biológico); castanhas e nozes, sementes de linhaça e chia, azeite de oliva, cúrcuma (fontes de gorduras mono e poli-insaturadas)leguminosas como feijão, lentilha, grão de bico e ervilhas que são fontes de vitaminas do complexo B e minerais; frutas, legumes e verduras, que são fonte de vitaminas, minerais e fibras solúveis e insolúveis.

Já entre os alimentos inimigos do coração estão os pães e massas feitos com farinha refinada, arroz branco, açúcar refinado, carne vermelha em excesso, principalmente as que contenham muita gordura, todo tipo de fritura e alimentos industrializados como bolachas recheadas, sorvetes, caldos de carne em tabletes, temperos prontos, sopas instantâneas, leite e derivados integrais, embutidos como bacon, linguiça calabresa e salame, macarrão instantâneo, molho shoyu.
Visitar o cardiologista regularmente e seguir todas as orientações médicas é fator principal para a melhora do quadro clínico. “Se não houver impedimento médico, também deve-se praticar atividade física regular, sempre com orientação de um profissional da área da Educação Física”, orienta.