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Diabetes pode levar ao surgimento de dores crônicas intensas

Outras Especialidades 24/07/2019


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O Brasil é o quarto país com o maior número de diabéticos do mundo! Segundo o Ministério da Saúde, mais de 12 milhões de brasileiros, ou cerca de 7% da população, sofre com a doença, sendo que muitas sequer sabem que têm o problema, considerado uma epidemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Caracterizado pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue, o diabetes se apresenta de duas formas. O tipo 1, responsável por 10% dos casos, é uma doença autoimune, em que as células de defesa do organismo atacam o pâncreas, prejudicando a produção do hormônio insulina, que metaboliza o açúcar consumido. O tipo 2, presente em 90% das pessoas, está mais frequentemente associado aos maus hábitos alimentares, sedentarismo e à obesidade.

Independentemente do tipo e da causa, o diabetes não controlado pode provocar diversos danos graves ao organismo. Os mais conhecidos são: cegueira, feridas que não cicatrizam e amputações, no entanto, outra consequência negativa da doença são as dores intensas que não passam, como explica Dr. Bernardo da Silveira, médico clínico de dor da clínica Ápice Medicina Integrada de Sorocaba (SP). “A neuropatia diabética é o acometimento dos nervos devido ao diabetes. Está relacionado ao tempo da doença e ao controle inadequado dos níveis de glicemia do sangue. Afeta, principalmente, os nervos periféricos, dos pés e das mãos e atinge os dois lados do corpo de maneira igual”, detalha.

As neuropatias, além de provocarem fortes dores, constituem fator de risco importante para úlceras (feridas), deformidades, amputações de membros inferiores e para o desenvolvimento de outras complicações. “Além disso, aumentam as taxas de internações hospitalares e mortalidade em pacientes diabéticos”, alerta o médico da Ápice Medicina Integrada.

Os sintomas das neuropatias diabéticas incluem dor, particularmente descrita como sensação de queimação superficial, acompanhada de alodinia (interpretação de estímulos não dolorosos como dolorosos). Costuma evoluir para hipoalgesia (diminuição da sensibilidade) e alterações da sensibilidade térmica. “Ocorre também a diminuição da sudorese, aparecimento de pele seca e alterações vasomotoras. Além disso, a redução da sensibilidade está diretamente relacionada ao risco de amputação”, diz Dr. Bernardo.

O desconforto começa nos pés, local em que os pacientes podem sentir queimação com toques discretos. O incômodo piora com as atividades físicas, ao caminhar e durante a noite, causando dificuldades também com o sono. “Além da dor, os pacientes podem referir diminuição da energia e da mobilidade”, afirma o especialista em dor.

O diagnóstico é feito com base nos sintomas, histórico médico e exames físicos. Durante os testes, o médico irá verificar o tônus muscular, reflexos dos tendões e sensibilidade ao toque, temperatura e vibração. “Outro exame ainda é feito com uma fibra de nylon macia, chamada monofilamento. Caso a pessoa não sinta o toque do filamento, é sinal de que há diminuição da sensibilidade”,  fala.

O tratamento das dores crônicas provocadas pela neuropatia diabética é feito com medicamentos que visam bloquear a dor. “Fazemos uso de antidepressivos, anticonvulsivantes, drogas opioides, dentre outras”, elenca o médico. “Além do tratamento medicamentoso normal, podem-se realizar bloqueios analgésicos e, até mesmo, estimulação medular com eletrodos, sempre com o objetivo de interromper a percepção da dor e proporcionar qualidade de vida ao paciente. Estes tratamentos não combatem a causa do problema, mas têm eficácia comprovada naqueles em que o tratamento medicamentoso não foi resolutivo”, enfatiza o especialista.

O controle e a prevenção do diabetes e de suas complicações, a exemplo das dores crônicas, se dão com a adoção de um estilo de vida saudável, manutenção do peso adequado e a prática regular de exercícios físicos. “Ir o médico regularmente para exames de rotina também é indispensável, pois o diabetes diagnosticado e controlado precocemente dificilmente chegará ao ponto de provocar essas sérias complicações seguidas de quadros de dor”, conclui Dr. Bernardo da Silveira.