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Escoliose: entenda o que causa e como tratar a coluna em “S”

Outras Especialidades 26/06/2019


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Mais de 80% da população mundial sofre, ou sofrerá um dia, com dor nas costas. O dado alarmante, da Organização Mundial da Saúde (OMS), revela uma verdadeira epidemia. Muitas vezes, a origem desse problema está nos maus hábitos de vida, a exemplo da postura inadequada, passar muito tempo sentado ou em pé ou, ainda, a obesidade e o esforço excessivo durante a prática de atividade física.

Em alguns casos, a dor na coluna pode ser desencadeada pela escoliose, como explica Dr. Helio Massahiro Mimura, médico ortopedista especialista em cirurgia da coluna da clínica Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP). “A  escoliose é  um desvio lateral da coluna, que pode ocorrer em diferentes fases da vida. A pessoa pode nascer com a alteração por defeito no formato da vértebra, ou adquiri-la durante o desenvolvimento, na infância ou na adolescência”, afirma.

Também é possível apresentar o problema durante o envelhecimento, porém, o mais comum é o surgimento da escoliose na juventude, que costuma aparecer durante o chamado estirão do crescimento. “A anomalia, muitas vezes, passa despercebida, pois não apresenta dor, apenas a deformidade progressiva”, fala o ortopedista.

A deformidade pode ser identificada ao se observar a altura dos ombros, assimetria nas escápulas ou pela manobra de curvar o tronco para frente, em que é observado um lado da costela mais alto do que o outro. A maioria dos casos não possui causa definida, sendo chamadas escolioses idiopáticas. “Heranças genéticas podem facilitar o aparecimento, ou seja, se o pai sofre com o problema é maior a chance de o filho vir a apresentar o mesmo quadro”, detalha o especialista da Ápice Medicina Integrada.

Dependendo da gravidade, a escoliose requer tratamento. Na fase inicial, pode ser tratada com fisioterapia e Reeducação Postural Global (RPG). “Também são indicados exercícios de alongamentos, como o Pilates e a prática de esportes, como a natação”, elenca Dr. Helio. Ainda, de acordo com a progressão da curvatura da coluna, pode ser necessário utilizar um colete. “Este é um recurso importante, mas que enfrenta resistência ao uso por parte dos jovens, devido ao bulling. Nas deformidades graves e progressivas, há a indicação de cirurgia com utilização de  parafusos e hastes de titânio para correção e evitar a progressão da curva, além de equilibrar o tronco”. 

O médico ainda comenta que, atualmente, o que vem trazendo mais preocupação nos consultórios é o paciente com escoliose progressiva e não tratada adequadamente. “Isso costuma levar a um desequilíbrio do tronco, tanto de lado, quanto para frente, o que proporciona dor e incapacidade importante”, adverte. 

Não é possível falar sobre cura da escoliose, contudo, o tratamento e o acompanhamento médico especializado são capazes de melhorar muito a condição física do paciente, reduzindo, ou até mesmo cessando, a dor. O cuidado preventivo com a correção postural é fundamental, pois proporciona ao paciente uma qualidade de vida praticamente normal. “Também é primordial praticar regularmente atividade física supervisionada”, conclui Dr. Helio.