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Inflamação dos tendões da mão pode causar “dedo em gatilho” e impedir movimentação dos dedos

Outras Especialidades 03/07/2019


Imagem notícia

Algumas pessoas sentem dores nas mãos, principalmente ao movimentar os dedos. Além do incomôdo, podem surgir inchaços e sensação de travamento dos mesmos. Os sintomas pioram especialmente pela manhã.

 Estes são indícios da tenossinovite estenosante, ou “dedo em gatilho”, como é chamado o problema popularmente. Caracteriza-se pela inflamação da estrutura dos tendões flexores responsáveis pela movimentação dos dedos das mãos, sendo o polegar e o anular os mais comuns de serem acometidos.

 Prof. Dr. Luiz Angelo Vieira, médico ortopedista especialista em cirurgia da mão da clínica Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), explica sobre a doença. “Os dedos são movimentados pelos tendões, que excursionam dentro de um sistema de polias, que formam um túnel ósteofibroso, como se fosse uma linha que passa por dentro dos ilhoses de uma vara de pescar, onde a linha flui livremente. Quando há a inflamação da sua bainha sinovial e espessamento das polias por atrito, os tendões ficam ‘apertados’, o que ‘emperra’ o tendão, motiva a dor e a dificuldade de movimentação”, ilustra o médico.

Ao ter restrita a movimentação, o dedo fica em posição flexionada, como se estivesse apertando o gatilho de uma arma. Daí vem o nome da condição. “O dedo em gatilho afeta, principalmente, mulheres, entre 50 e 60 anos de idade. As causas são diversas e estão relacionadas, na maior parte das vezes, a cistos e fibroses nos tendões. Portadores de doenças sistêmicas, como o diabetes, têm cinco vezes mais chances de desenvolver o problema”, fala o especialista. “Recém-nascidos, ou crianças jovens podem vir a apresentar a tenossinovite estenosante, principalmente no polegar chamada polegar fleto congênito”, complementa.

Normalmente, o diagnóstico é clínico. “Apenas o histórico do paciente, os sinais e sintomas, bem como o exame físico costumam ser suficientes. Caso haja dúvidas sobre a extensão do quadro, podem ser realizados exames de imagem como a ultrassonografia e a ressonância magnética em casos mais complexos”, acrescenta Prof. Dr. Luiz Angelo.

Tratar o problema significa eliminar ou controlar o fator desencadeante, mediante o uso de medicamentos anti-inflamatórios, analgésicos e reabilitação. “Alguns casos podem ser indicados a infiltração de corticoesteróides, porém, esta técnica pode apresentar alguns efeitos adversos, por isto, é empregada apenas em situações selecionadas”, destaca o especialista. “Quando nenhuma dessas intervenções surte efeito, a cirurgia para liberação da primeira polia dos tendões pode ser a solução”.

Com o tratamento adequado, a maioria dos casos evolui para a cura, no entanto, a omissão ou demora em procurar atendimento médico especializado pode agravar a situação e promover o surgimento de sequelas irreversíveis, como a limitação permanente da movimentação dos dedos. “As sequelas levam a limitações funcionais como rigidez articular e podem provocar invalidez parcial e permanente, que irão atrapalhar o desempenho de atividades que exijam a movimentação constante dos dedos, como digitar em um computador ou conduzir uma cirurgia, por exemplo, o que reforça a necessidade de ir ao médico, assim que sentir as primeiras dores e limitações”, conclui o especialista em cirurgia da mão da clínica Ápice Medicina Integrada.