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Mais de 80% dos acidentes de moto provocam fraturas graves e sequelas

Outras Especialidades 24/07/2019


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A maioria das fraturas ósseas acontece devido a acidentes de trânsito envolvendo motociclistas. Quem faz essa afirmação é Dr. Iuri Stachurski, médico ortopedista especialista em trauma e reconstrução óssea da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), que se depara diariamente com diversos casos do tipo. “A maior parte das entradas na emergência médica dos hospitais é de motociclistas, em sua maioria homens e jovens, que utilizam a motocicleta como ferramenta de trabalho e possuem o mau hábito de pilotar com imprudência e em alta velocidade”, comenta.

As impressões de Dr. Iuri são confirmadas quando consultadas as estatísticas sobre acidentes de trânsito. Segundo um balanço recente, divulgado pela Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo, mais de 80% das internações médicas por acidentes de trânsito são de motociclistas. Desses, quase a totalidade, aproximadamente 85%, são homens e jovens.

Essas pessoas, quando sobrevivem aos graves acidentes, costumam sofrer diversos tipos de fraturas ósseas, principalmente nas pernas, o que demanda um minucioso trabalho de reconstrução. “Os acidentes de moto costumam causar fraturas múltiplas, que, quando não levam à amputação do membro, exigem o uso de placas metálicas, hastes, gaiolas e fixadores externos para a reconstrução óssea”, explica o médico.

Devido à gravidade das fraturas, o prazo de recuperação costuma ser longo. “As fraturas mais graves podem levar anos até se recuperarem totalmente, passando pelo processo de cicatrização óssea, um longo período de fisioterapia, que costuma ser dolorosa, por conta do comprometimento articular, além de novas cirurgias, quando necessário, para correção da posição óssea e remoção das gaiolas”, detalha o ortopedista.

Além da difícil recuperação, é grande o número de casos em que a pessoa fica com sequelas graves, como: encurtamento de membros, osteomielites (infecções ósseas) e rigidez articular. “Os joelhos e tornozelos são os principais prejudicados, pois o impacto dos acidentes costuma danificar o tecido muscular, pele, ligamentos e tendões, que podem não se recuperar totalmente”, afirma o especialista da Ápice Medicina Integrada.

Além dos prejuízos à saúde, a imprudência no trânsito também provoca consequências negativas à família e sociedade. “É muito sofrido para a vítima e seus familiares passarem por uma fase de incertezas sobre a recuperação. Além disso, as pessoas ficam muito tempo sem trabalhar, às vezes, nunca retornam e, quando não possuem o auxílio-previdência, penam para conseguir se manter financeiramente”, comenta o médico.

O poder público também sofre com isso. Cirurgias, internações prolongadas e pagamento de pensões são despesas que oneram fortemente a sociedade. “Por isso que, independentemente do avanço tecnológico, que hoje permite recuperar lesões que seriam impossíveis há alguns anos e dos modernos dispositivos de segurança disponíveis aos condutores, a precaução continua sendo a melhor ferramenta contra os acidentes e traumas. Dirija sempre com atenção, sem olhar no celular e respeite as leis de trânsito. A vida e a saúde agradecem”, aconselha Dr. Iuri Stachurski.