Caixa de contato

15 3229 0202

contato@apice.med.br

apicemed

Transtorno bipolar: entenda o que é e como tratar

Outras Especialidades 03/04/2020


Imagem notícia
Quantas vezes você já ouviu alguém chamando outra pessoa de bipolar porque ela mudou de opinião ou de humor bruscamente? As oscilações de humor são muito comuns, fazem parte da vida, mas não significa que todos que passam por isso são portadores de alguma desordem mental.
O transtorno bipolar acontece por razões biológicas, neuroquímicas e psicossociais, caracterizando-se pela alternância drástica entre episódios de depressão e euforia, esta podendo ser classificada como mania ou hipomania, isto é, períodos de muita alegria, sendo a primeira intensa e a segunda, mais moderada.
Dra. Ana Paula Ribeiro, médica psiquiatra da Ápice Medicina Integrada, de Sorocaba (SP), explica o que é preciso identificar para que um paciente seja diagnosticado como bipolar. “Um indivíduo, para ser considerado com transtorno bipolar (TB), obrigatoriamente, tem que apresentar a mania, cujo quadro clínico afeta o humor e as funções vegetativas, como o sono, a cognição e o nível de energia”, elucida.
Segundo dados da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), o transtorno bipolar afeta cerca de 140 milhões de pessoas no mundo, de ambos os sexos, tendo mais incidência na faixa dos 18 aos 30 anos. Outro dado alarmante é que entre 30% e 50% dos portadores tentam suicídio, pelo menos, uma vez na vida.
Existem diferentes tipos de transtornos bipolares, de acordo com os manuais internacionais de classificação diagnóstica, DSM.IV e CID-10. A médica psiquiatra da Ápice Medicina Integrada esclarece quais são e como são divididos em categorias:
  • Transtorno bipolar tipo I: o paciente apresenta ciclos definidos, assim sendo possível identificar, com mais facilidade, episódios de mania e depressão profunda.
  • Transtorno bipolar tipo II: pessoas com essa condição não apresentam etapas tão definidas. As mudanças de humor são mais sutis, além de não atingirem a mania completa e manifestarem, com mais frequência, a depressão.
  • Transtorno bipolar misto: os sintomas são de bipolaridade, entretanto, não se apresentam em tempo duração suficiente para serem classificados em nenhum dos dois primeiros tipos.
  • Ciclotimia: trata-se de uma forma mais leve do transtorno, tendo pequenas oscilações de humor, alternando entre hipomania e depressão leve.
Os sintomas de transtorno bipolar dependem do tipo exato da doença e costumam variar caso a caso. “Quando na fase de euforia da doença, o paciente pode distrair-se facilmente, dormir menos, apresentar hiperatividade, pensamentos acelerados, dentre outros. Já, na fase de hipomania, os sintomas são semelhantes, porém, mais leves e as crises costumam apresentar menor duração. Ainda, tem a fase depressiva, em que a pessoa fica deprimida, apática, tem dificuldade de concentração, se isola, tem alteração no sono e no apetite. Esses são alguns sintomas, mas a lista é extensa”, comenta Dra. Ana Paula.
Não existe causa comprovada cientificamente do que ocasiona o transtorno bipolar, mas a ciência acredita que diversos fatores possam estar envolvidos nas oscilações de humor provocadas pela doença. “Não temos como afirmar exatamente o motivo, mas sabemos de fatores potenciais para desenvolver esse quadro, dentre estes: histórico familiar de bipolaridade, estresse intenso, uso de drogas e álcool e experiências traumáticas. Isso não quer dizer que todas as pessoas desses grupos terão a doença, mas as chances são maiores nesses indivíduos”, diz a psiquiatra da Ápice Medicina Integrada.
O diagnóstico pode ser demorado e, por muitas vezes, confundido com outras doenças. “Para atestar que o paciente é bipolar, analisamos o seu histórico e relatos dos sintomas. É uma doença de difícil diagnóstico, porque os sinais são semelhantes aos de outras condições. Todo o processo de exclusão até conseguirmos definir o que realmente é leva bastante tempo. Por isto, frisamos a importância de sempre procurar um profissional capacitado quando houver qualquer sinal. O diagnóstico precoce pode evitar muitos problemas”, adverte Dra. Ana Paula.
Tratamento e prevenção
O tratamento para o transtorno bipolar costuma demorar, chegando a durar anos ou, até mesmo, a vida toda. “Para definir o melhor tratamento, é preciso analisar cada caso e o estado clínico do paciente. Independentemente do método escolhido, o objetivo é sempre estabilizar o quadro, para que o indivíduo possa ter uma boa qualidade de vida. Mas é importante frisar que apenas um profissional capacitado pode indicar o medicamento e a dosagem adequada. E, após iniciar o tratamento, não interromper o uso, sem consultar o profissional, mesmo quando já se sentir melhor. Os riscos de se automedicar ou cessar a medicação por conta própria são grandes”, alerta a psiquiatra.
Apesar de não ter uma causa específica, a médica diz que algumas atitudes podem ajudar a controlar a manifestação dessa e de outras síndromes. “Cuidar da saúde mental é tão importante quanto da saúde física. Fazer terapia, ter uma boa alimentação, dormir bem, praticar atividades físicas regularmente, não consumir drogas e bebidas alcoólicas, se cercar de pessoas que te façam bem, equilibrar o trabalho com o lazer, todas essas são medidas que ajudam a ter uma mente e uma vida mais saudável, além de ajudar a ter menos oscilações de humor”, finaliza Dra. Ana Paula.
A Ápice Medicina Integrada fica localizada na Rua Eulália da Silva, 214, no Jardim Faculdade, em Sorocaba/SP. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3229-0202 ou pelo site: www.apice.med.br.